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Republico abaixo um texto do Notícias Pró-Família:

O documento tendencioso da APA sobre terapia e atração de mesmo sexo

Autor: Dale O’Leary


3 de agosto de 2010 (Notícias Pró-Família) — O debate envolvendo terapia para tratar atração pelo mesmo sexo (AMS) e desordem de identidade de gênero (DIG) vem ocorrendo há anos. Recentemente, a APA (Associação Psicológica Americana) publicou um documento designado para resolver a questão. Contudo, a introdução do Relatório de Força Tarefa da APA sobre Respostas Terapêuticas Adequadas para a Orientação Sexual define os parâmetros para a discussão de tal maneira que os defensores da terapia de AMS e DIG são colocados no pior ângulo possível. A questão é essencialmente decidida em favor de terapias que confirmem a normalidade da homossexualidade antes que se ouça a evidência.

De acordo com a introdução do documento: “Vemos essa abordagem favorável e multiculturalmente competente como baseada numa aceitação dos seguintes fatos científicos”.

Em seguida vêm os cinco fatos supostamente científicos que são apresentados para a aceitação como o fundamento para o debate. Contudo, os cinco pontos não são fatos universalmente aceitos baseados em evidência científica incontestável, mas declarações tendenciosas que obscurecem os fatos. Aqui estão os cinco tão chamados fatos e preocupações que eles levantam.

1) Atrações, conduta e orientações de mesmo sexo em si são variações normais e positivas da sexualidade humana — em outras palavras, não indicam desordens mentais ou de desenvolvimento.


O uso do termo “em si” confunde a questão. É verdade que as atrações, conduta e orientações de mesmo sexo em si não indicam nada. Considerando a variedade de atrações e condutas humanas em diferentes culturas, em toda a história, e entre muitos povos, não dá para dizer nada acerca de todas as pessoas que têm atração de mesmo sexo, todos os que se envolvem em conduta de mesmo sexo ou afirmam uma particular orientação sexual. No entanto, há evidência significativa de que a atração de mesmo sexo é a sequela de um distúrbio bem no começo da infância, em particular uma incapacidade de alcançar uma ligação segura com a mãe [1] e uma incapacidade de se identificar com o pai ou a mãe e colegas do mesmo sexo [2]. Há evidência também de que pessoas com AMS têm mais probabilidade de terem sido vítimas de abuso na infância [3], inclusive abuso sexual [4], ou outro tipo de exposição a experiências impróprias para sua idade.
Uma grande amostra bem designada de estudos revelou que indivíduos com AMS têm mais probabilidade de sofrer de desordens psicológicas, problemas de abuso de drogas [5] e idealização suicida [6]. Homens que têm sexo com homens têm mais risco de contrair uma DST, inclusive o HIV [7]. Embora nem todas as pessoas com AMS sejam incluídas dentro dessas categorias, uma percentagem significativa é. Não há por outro lado evidências copiadas de que a AMS seja genética ou congenitamente predeterminada e, pois, uma variação natural e imutável [8]. Portanto, dá para se argumentar que há evidência de que a AMS em alguns casos (ou alguns poderiam argumentar na maioria dos casos) tem ligação com uma desordem psicológica ou de desenvolvimento.

2) A homossexualidade e a bissexualidade estão estigmatizadas, e esse estigma pode ter uma variedade de consequências negativas (isto é, estresse de minoria) na expectativa de vida.


Os atos sexuais entre duas pessoas do mesmo sexo, junto com adultério, fornicação e parafilias sexuais são condenados por muitas religiões como sempre contrários à lei de Deus. Já que essas religiões são baseadas em revelação imutável, essas doutrinas não podem ser alteradas. Portanto, envolver-se em relações de mesmo sexo sempre será considerado por alguns como inaceitável. O amor e a compaixão por aqueles que lutam contra tentações não requer a aceitação dessas condutas. A liberdade de religião protege o direito das pessoas, que creem que os atos homossexuais são sempre errados, de declarar sua convicção publicamente e ensinar essa convicção a seus filhos sem medo de discriminação. Tais convicções não são intolerância, discriminação, homofobia ou discurso de ódio.

É verdade que a compreensão de que uma parte significativa da comunidade crê que a conduta de uma pessoa não é aceitável pode levar essa pessoa a se sentir mal. Os indivíduos envolvidos em conduta homossexual podem desejar silenciar aqueles que desaprovam. Eles podem desejar que sua conduta seja aceita por todos; mas enquanto as pessoas tiverem liberdade de religião essa situação não mudará. [Ad Dexteram comenta: ou seja, a única forma dos articuladores de movimentos gays ficarem completamente satisfeitos é acabando com a liberdade religiosa e de consciência em todos os países do mundo, impondo um "cala-boca" de cima para baixo, censurando e perseguindo. E eu ainda recebo comentários pintando os cristãos como perseguidores. Gostam tanto de falar da Inquisição, deviam ler algumas histórias como essa aqui, em que uma jovem é expulsa de uma universidade por ser cristã e se reservar o direito de não atender a um caso de homossexualismo segundo padrões impostos pela instituição. Ela não quis impor sua própria fé, ela apenas pediu que outra pessoa que não ela assumisse o caso. Sabem o que os baluartes da liberdade fizeram: tentaram persuadir a estudante a realizar declarações contra sua própria fé. Sem sucesso, puseram-na para fora da faculdade.]

3) Atrações e condutas sexuais de mesmo sexo ocorrem no contexto de uma variedade de orientações sexuais e identidades de orientação sexual, e para alguns, identidade de orientação sexual (por exemplo, ser membro e sócio individual ou grupal, auto-rotulação) é flexível ou tem um resultado indefinido.


Os ativistas gays querem que creiamos que a AMS é uma variação normal e imutável, mas estudos numerosos revelam que a AMS é flexível [9]. Se conforme mostra a evidência é possível que a AMS e a conduta mudem espontaneamente, então por que será que uma pessoa não pode buscar terapia psicológica ou aconselhamento espiritual para efetuar uma mudança na AMS ou conduta? [10]

4) Homens gays, lésbicas e indivíduos bissexuais formam relacionamentos e famílias estáveis e leais que são equivalentes aos relacionamentos e famílias heterossexuais em aspectos essenciais.


Relacionamentos de mesmo sexo diferem em muitos aspectos de um casamento entre um homem e uma mulher. Dois indivíduos do mesmo sexo não podem ter um casamento completo e perfeito — pois eles não têm o único ato que une um homem e uma mulher como uma só carne. Eles não podem conceber um filho que seja o fruto de sua união biológica. Toda criança obtida por uma dupla de mesmo sexo foi separada de um ou ambos os pais biológicos. Tal separação é percebida pela criança como perda. Toda criança criada por uma dupla de mesmo sexo tem falta de um pai e de mãe. Duas pessoas do mesmo sexo não têm a complementaridade psicológica e emocional que é parte da união de um marido e esposa. E em análise final, é interessante observar que exclusividade não é considerada essencial para as duplas masculinas [11].

5) Alguns indivíduos escolhem viver suas vidas de acordo com valores pessoais ou religiosos (isto é, coerência com um propósito).


Alguns indivíduos não só escolhem viver suas vidas de acordo com a lei revelada de Deus, mas também creem que já que as verdades da revelação e as verdades descobertas pela ciência vêm da mesma fonte, quando ambas são compreendidas de forma adequada ficarão de acordo. O termo “valores” degrada essa convicção, transformando-a em mera opinião pessoal; uma pessoa “valoriza” uma coisa; outra “valoriza” outra coisa. Aqueles que creem na coerência da revelação e ciência rejeitam esse tipo de revelação. Eles sustentam que é possível por meio da revelação e ciência abordar a verdade e que certas opiniões são simplesmente erradas. Contudo, eles respeitam o direito daqueles que se opõem a eles como sendo errados e de defender suas crenças. Embora os ativistas gays reivindiquem aceitação e defesa de todos para si mesmos, eles usam todos os métodos disponíveis para silenciar e marginalizar aqueles que discordam deles.

Aqueles que defendem a terapia para adultos com AMS indesejada e crianças com DIG precisam deixar claro que não aceitam os fatos pseudocientíficos propostos pela Força Tarefa.

Para referências clique aqui.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com


Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesite.net/ldn/viewonsite.html?articleid=10080402

Publiquei esse vídeo aqui no blog em março. Mas acho que ele merece ‘subir’ novamente. Talvez ajude algum cristão petista a entender que vive em contradição gritante. Não custa lembrar que nosso atual presidente e sua fiel escudeira, a agora candidata Dilma, tentaram empurrar para cima do Brasil um sinistro Plano Nacional de Direitos Humanos (que só pode ter ‘direitos humanos’ no nome por uma total inversão do significado das palavras). O PNDH3, recordo, não só impunha controle da imprensa e da opinião pelo Estado, a desestabilização da família e outros sonhos do PT, como também era um passo definitivo em direção ao aborto livre (ou seja, assassinato de crianças) no Brasil.

Como a campanha dos americanos serve perfeitamente para nós, repito o post de março:

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Em 2008, católicos americanos criaram a campanha abaixo e veicularam em algumas redes de televisão. A iniciativa é muito boa e merecia ser copiada por nós aqui no Brasil neste ano de eleição. Vejam o vídeo:

Outras informações podem ser vistas nos seguintes links:

www.catholicvoteaction.org
www.catholicvote.org

Recebo de um leitor o seguinte comentário:

E quanto a sua lógica do ‘encaixe’: existem casais héteros que mesmo ‘se encaixando’ preferem (ou ocasionalmente) fazem uso do ânus. Você também tem algum problema com isso ou é só impressão [moral]?

Dada a natureza da pergunta, eu, que abandonei o magistério antes mesmo de começar ao ter sido torturado pela vulgaridade das aulas de pedagogia, senti o dever cívico de descer do meu tamanco e dar algumas aulas de educação sexual para esse povo carente. Não sou o mais apto para o tema, admito. Nunca coloquei camisinha em banana. Nunca li cartilhas de ‘diversidade’, nem nada parecido. Mas, como no Brasil não aprender nada na escola às vezes é um mérito, a ponto de te deixar caolho no meio de cegos, não recusarei o chamado, a vocação de professor.

Minha primeira aula do curso de Educação Sexual do tio Krämer é intitulada “Nem tudo que reluz é ouro”.

INTRODUÇÃO

Nos lugarejos do interior, na roça, são muito comuns as histórias de homens que vitimizam sexualmente bananeiras e, eventualmente, cabras ou vacas. O fato de existirem muitos desses casos, não os tornam mais ou menos saudáveis. Do mesmo modo, não poucos casais usam seus esfíncteres para defecar no rosto de seus parceiros, ou optam por penetrações em orifícios os mais incomuns, como orelhas, por exemplo. Em nosso curso, os alunos aprenderão que algo bizarro não deixa de ser bizarro só porque muita gente faz.

Voltando ao comentário do nosso leitor e aluno, é preciso esclarecer que “fazer uso do ânus” é algo absolutamente saudável, desde que se faça o uso correto, que consiste em expelir cocô.

STATUS QUAESTIONIS

Por mais que os sexólogos insistam em dizer que sexo anal não causa hemorróidas, claro está que tudo não passa de um complô para ver o povo todo tomar no   …  A literatura médica está careca de comprovar que o sexo anal causa problemas, e uma rápida busca na internet é capaz de desmantelar a conspiração liderada pelo dr. Jairo Bouer. Veja por exemplo o seguinte depoimento, encontrado no link http://bit.ly/cyHW4R

Oi nunca havia feito sexo anal, mas depois que fiz no outro dia apareceu algo que não sei dizer se é uma carne se é tipo um cisto pelo lado de fora do meu anus, gostaria de saber se é hemorróidas ou o que poderia ser, está doendo e não sangra. Ah tentei empurrar pra dentro, ele entra e  volta na mesma hora.. se puderem me responder ficarei muito agradecida(Catiane, 28 de agosto de 2009)

Veja também o depoimento de um senhor homossexual que encontramos aqui http://bit.ly/abfUIJ

Com medo da hemorróida inflamar novamente, fiquei com medo de praticar sexo anal durante um bom tempo, sendo que comecei um novo relacionamento e fui perdendo um pouco do medo até ficar bem a vontade com a situação. Só que, coincidentemente ou não, desde a última vez que ele me penetrou, venho sentido desconforto anal como se tivesse internamente inchado ou cheio, sensação de peso no ânus, dores na hora da evacuação, no momento de sentar ou da simples contração involuntária do músculo, e um pouco de desconforto também na bexiga ou próstata (não sei bem ao certo). E o que é pior: não detectei nada externamente, e já ouvi falar que a hemorróida interna é mais grave” (Anônimo)

O proctologista responde logo a seguir, confirmando que muito provavelmente se trata de uma hemorróida interna de segundo grau.

Se, a despeito desses e de muitos outros depoimentos que por aí encontramos, os proctologistas continuam fazendo coro aos sexólogos, fica difícil não exercermos nossa consciência crítica anti-capitalista (razão de ser da educação brasileira) e imaginarmos que os médicos especializados em ânus ficam dizendo que sexo anal não causa danos ao   orifício em questão porque é do total interesse deles ver todo mundo com as pregas em frangalhos, o que faria chover clientes em seus consultórios.

E hemorróidas são o menor dos problemas daqueles que, com freqüência, “fazem uso do ânus” para outros fins que não o convencional.

A despeito do que afirma a patrulha do dr. Jairo e seus comparsas no campo da proctologia, podemos encontrar sem muito esforço as vozes dissonantes de médicos e cientistas que honram o juramento que fizeram. Vejam, por exemplo, o trecho extraído de um artigo publicado no site da Sociedade Brasileira de Coloproctologia:

“ Embora hajam contestações dadas às complexidades de relações entre as viroses ano-genitais – HPV e o vírus da imunodeficiência adquirida (HIV) - e câncer, são notórias, em estudos epidemiológicos, as implicações da infecção genital por vírus e da atividade sexual na patogenia do câncer anal.
Assim, há fatores de riscos fortes e moderadamente fortes para o câncer anal. Aqueles são: a infecção viral (condiloma anal), coito anal, história de doenças sexualmente transmissíveis, mais de 10 parceiros sexuais (…)
”.
(http://www.sbcp.org.br/revista/nbr272/p219_223.htm)

Exercitando ainda a nossa já aguçada consciência crítica de cidadãos, não podemos nos furtar ao raciocínio: se o sexo anal é potencialmente causador de males para a saúde, nada mais justo do que questionarmos o seu impacto na saúde pública nacional. Desse modo, é de difícil compreensão a política dos governos que usam nosso dinheiro para campanhas anti-tabagistas nas escolas, ao mesmo tempo que distribuem cartilhas que ensinam crianças a darem o   braço a torcer em questões de diversidade sexual. Ou seja, o governo, ao mesmo tempo que evita uma geração de cidadãos com câncer de pulmão, cria uma nova geração de pessoas com câncer anal. E haja impacto na saúde pública!

HORA DE FIXAR O CONTEÚDO

Aprendemos hoje três lições muito importantes:

1 – Só porque seu pintinho cabe num lugar, não significa que você deva colocá-lo lá;

2 – Evite enfiar tampas de canetas no seu nariz, palitos de fósforo em suas orelhas ou realizar qualquer outro tipo de ‘inversão de polaridade’ em plugs de saída;

3 – Pimenta no ânus de paciente é refresco no bolso do proctologista.

Muito obrigado pela atenção e até a próxima aula. Deixem suas dúvidas na caixa de comentários.

Complete History Of The Soviet Union, Arranged To The Melody Of Tetris

E a letra para acompanhar:

To Moscow I came seeking fortune
But they’re making me work til I’m dead
The bourgeoisie have it so easy
The Tsar’s putting gold on his bread
The people of Moscow are hungry
But think what a feast there could be
If we could create a socialist state
That cared for the people like me:

-
I am the man who arranges the blocks
That descend upon me from up above.
They come down and I spin them around
Til they fit in the ground like hand in glove.
Sometimes it seems that to move blocks is fine
And the lines will be formed as they fall -
Then I see that I have misjudged it!
I should not have nudged it after all.
Can I have a long one please?
Why must these infernal blocks tease?

-
I am the man who arranges the blocks
That continue to fall from up above.
Come Muscovite! Let the workers unite!
A collective regime of peace and love.
I work so hard in arranging the blocks
But the landlord and taxman bleed me dry
But the workers will rise! We will not compromise
For we know that the old regime must die.
Long live Lenin, kill the tsar!
We salute the sickle and star!

-
I am the man who arranges the blocks
That continue to fall from up above.
The food on your plate now belongs to the state
A collective regime of peace and love.
I have no choice in arranging the blocks
Under Bolshevik rule, what they say goes.
The rule of the game is we all are the same
And my blocks must create unbroken rows.
Long live Stalin! He loves you!
Sing these words, or you know what he’ll do…

-
I am the man who arranges the blocks
That are made by the men in Kazakhstan.
They come two weeks late and they don’t tessellate
But we’re working to Stalin’s five year plan.
I am the man who arranges the tanks
That will make all the Nazis keep away
The Fuhrer is dead, and Europe is Red!
Let us point all our guns at the USA.
We shall live forever more!
We can start a nuclear war!

-
I am the man who arranges the blocks
That are building a highly secret base.
Hip hip hurrah for the USSR!HIP
We are sending our men to outer space.
I work so hard in arranging the blocks
But each night I go home to my wife in tears -
What’s the point of it all, when you’re building a wall
And in front of your eyes it disappears?
Pointless work for pointless pay
This is one game I shall not play.

-
I am the man who arranges the blocks!
But tomorrow I think I’ll stay in bed.
The winter is cold, I’ve got plenty of gold
And I’m standing in line for a loaf of bread
Maybe we’d be better off
If we brought down Gorbachev

-
I am the man who arranges the blocks
That continue to fall from up above.
The markets are free! So much money for me!
Tell me, why should I care for peace and love?
The markets are free! So much money for me!
Tell me, why should I care for peace and love?
Peace and love, peace and love!
And now the wall is down, the Marxists frown
There’s foreign shops all over town
When in Red Square, well don’t despair
There’s Levi’s and McDonald’s there
The US gave us crystal meth
And Yeltsin drank himself to death
But now that Putin’s put the boot in,
Who’ll get in our way?
So we reject free enterprise
And once again the left will rise.
Prepare the flags to be unfurled
For we’re seceding from the world:
We shall regain the Georgian soil
We shall obtain the Arctic oil
We shall arrange the blocks and toil
Forever and a day.

-

Game over.

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E para completar:

Natal Comunista

A Revista de domingo do jornal O Globo de 1/08/2010 publicou um artigo da colunista Martha Medeiros (“A Fé de uns e de outros”) sobre casamento gay e adoção de crianças por pares homossexuais. Segue um texto que escrevi em resposta, aproveitando para demonstrar que uma posição contrária a dela não é defensável apenas com o recurso da fé, já que ela parece acreditar que são principalmente os católicos “praticantes” que habitam no “pântano” da falta de lógica. Apesar de ser católico, escrevi um texto que poderia facilmente ter vindo de um ateu.

Segue:

Homossexualismo, tabu, casamento e adoção: uma resposta à Martha Medeiros

A recente liberação do casamento gay na Argentina acalorou o debate em torno do tema não só na terra de Maradona, mas também aqui no Brasil. Eu sou católico, me esforço por ser o que alguns chamam de “praticante”, ainda que eu saiba que isso é uma opção que se faz diariamente, com muito sangue e suor. Ao abrir a boca sobre o tema sei que corro o risco de acordar com uma passeata gay na minha portaria, pois a liberdade de expressão no Brasil e no mundo está radicalmente prejudicada no que diz respeito a esse assunto. Também faço a ressalva de que minha opinião não é a opinião da Igreja; eu nunca poderia dizer isso, pois só a Igreja docente tem o direito de falar pela Igreja, e eu não sou nem bispo, nem Papa.

Indo direto ao assunto, se um homem quer deixar sua herança para outro, se quer incluí-lo no seu plano de previdência privada, não há nada que se possa ou que se deva fazer. Cada um faz o que quiser com seu dinheiro. No entanto, se por casamento gay entende-se que os dois indivíduos do mesmo sexo adquiram junto à sociedade todos os direitos de um casal heterossexual, entre eles o de adotar uma criança, bem, sobre isso não há como se calar.

O que é o homossexualismo? Os próprios gays não se entendem. Há menos de dez anos o movimento gay falava em “opção sexual”. Notando que esse termo não satisfazia a suas pretensões políticas e sociais, resolveram mudar e dizer que é “orientação sexual”, mas “orientação” é algo que se pode mudar, e isso é inadmissível para o movimento gay, que passou a tratar o tema como “natural”, sem deixar muito claro se é uma questão genética ou não. E a cada mudança de ares do discurso homessexual oficial, toda a imprensa e a intelectualidade média politicamente correta embarca na terminologia, e a adota como um dogma, um mantra, sobre o qual não se pode refletir, apenas entoar e repetir. Eu, como católico, tenho mais liberdade para pensar sobre o assunto do que os próprios gays e simpatizantes, que mudam de discurso ao sabor das circunstâncias, mas não admitem que ninguém pense sobre isso.

Ou seja, na prática, pensar sobre o que motiva o homossexualismo, sobre as suas verdadeiras causas, sobre as suas consequências é algo que, hoje em dia, é permitido apenas aos movimentos gays e àqueles que eles autorizam a tanto. Qualquer iniciativa dissonante é punida com perseguição judicial, ostracismo profissional (no caso de psicólogos, por exemplo) e uma enxurrada de outras “sanções”, quando não de ameaças e perseguições diretas, no caso de vozes mais públicas. Poucas vezes na históra da humanidade houve tanto veto sobre uma discussão quanto agora. O homossexualismo hoje é um severo tabu.

Mas qual é o grande fato a respeito do homossexualismo? O homossexual é alguém que, tendo nascido homem ou mulher, tem a sua libido direcionada para indivíduos do mesmo sexo. Isso é fato. Mas o sujeito nasce objetivamente homem, ou objetivamente mulher. Isso também é fato. Ou seja, existe uma variação tal entre a sexualidade subjetiva e o gênero objetivo daquela pessoa, que, considerando as palavras em seu sentido mais puro, podemos falar sem problemas em “distúrbio ou desvio de comportamento”. Há uma utilização clara para os órgãos sexuais humanos, ninguém pode negar que eles foram feitos para se “encaixar”. Bem, um ateu até poderia negar que eles “foram feitos”, mas certamente não poderia negar que eles se encaixam, e que esse encaixe tem uma função e uma conseqüência óbvia. O pênis é naturalmente e por excelência o órgão para fertilização da mulher, através da vagina. É abusar do direito à cegueira recusar-se a enxergar que pênis e vagina são “peças” que se encaixam com resultado fecundo. Se juntarmos isso ao fato de que a maior parte de homens e mulheres tem sua libido direcionada justamente ao ato sexual hétero, onde suas partes se “encaixam” fecundamente, podemos julgar que, em função do “design” (intencional ou acidental, não vem ao caso) e da estatística, existe um comportamento sexual esperado, e outro inesperado. Tudo isso me parece muito claro e até científico, sem pretensão a nenhum juízo de valor, apenas uma constatação.

Percebam que nessa linha de argumentação eu não chamei em momento algum o dado religioso. E não pretendo fazê-lo até o fim. Nesse assunto, a verdade por si só é capaz de nos libertar, a verdade racional; não há necessidade de recorrermos à verdade revelada.

Bem, as coisas não surgem assim do nada. Se você é crente vai crer que o comportamento sexual é algo infundido em nós por Deus. E o mesmo Deus que nos criou com órgãos que sugerem um comportamento sexual X, não nos infundiria um um comportamento sexual Y, isso não faria sentido. Se você é ateu, então mais do que os crentes deve acreditar em alguma causa para os comportamentos sexuais; provavelmente acredita em algo vagamente darwiniano. Ou seja, não faz diferença a fé de uns e de outros, ambos tem o direito de se questionar sobre as causas, seja por ser gay, seja por ter alguém próximo que é gay, seja por querer bem a alguém que é gay, seja por que é curioso mesmo, você tem o direito de se questionar.

Vamos então pensar em termos de “orientação sexual”. Se é orientação, então alguém ou algo orientou. Nesse caso, temos que imaginar que o homossexualismo é fruto de um processo educacional, de algum trauma ou de alguma lacuna na criação. Lacuna, sim, pois, do estrito ponto de vista da educação humana, é de se esperar que uma boa educação sexual seja aquela que direcione a sua libido para o seu gênero objetivo, para o seu “instrumental sexual” e para a fecundidade (o ato sexual humano também tem objetivo reprodutivo, alguém nega?). Uma educação que propositalmente direcione a libido do indivíduo para um claro conflito com seu próprio corpo natural é uma má educação. Uma educação que acidentalmente coloque o indivíduo em conflito com o corpo é uma educação também deficitária. Mal comparando, é como se você, a partir de uma determinada idade, resolvesse inverter o processo alimentar natural e passasse a empurrar o alimento pelo ânus, expelindo pela boca através do vômito. Ainda mal comparando, poderíamos traçar um paralelo entre a homossexualidade e a bulimia, ou a anorexia. Ou seja, um distúrbio de comportamento. Você pode estar satisfeito consigo mesmo, você pode não querer mudar. Mas o Estado, responsável pela tutela  e pelo bem estar de crianças para adoção, não deveria deixar aquela criança com alguém que, tendo um distúrbio comportamental, uma sexualidade em conflito com o corpo, optasse por não se tratar. Veja, não estou propondo uma “cura” para o homossexualismo, não tenho competência para isso, mas certamente acho que pode sim existir um tratamento. Não há também uma cura definitiva para o alcoolismo, mas isso não impede que alcolátras procurem um tratamento e uma forma de conviver com o problema. O mesmo para a cleptomania, por exemplo. Justifico, assim, o motivo pelo qual acredito que não se deva deixar a instituição do casamento — e os direitos que com ela se adquire — a mercê de um distúrbio comportamental, de um comportamento conflituoso com o próprio corpo.

Mas os gays não falam mais em “orientação”. Agora dizem que é natural. Alegam em seu favor que os animais também fazem isso o tempo todo. Esquecem que esse argumento abre precedentes estranhos, pois gatos e cães são conhecidos por matarem — e as vezes comerem —  suas primeiras crias assim que nascem, por fazerem sexo com seus pais, filhos e irmãos, por lutarem até arrancar pedaços por um parceiro sexual, etc, etc. Logo, todos esses comportamentos animais deveriam ganhar a sanção do Estado para os seres humanos também. Mas eu vivi anos na roça. Por minha casa, quando menino, passaram muito animais. Convivi com mais de uma dezena de gatos, mais de meia dúzia de cães, alguns passarinhos, uma cabra, sem contar os bichos de meus amigos, vizinhos e familiares. Com tanta experiência, não posso negar, já vi cães machos em situações curiosas. Mas também já os vi tentando copular com a perna de algum visitante. Mas nunca vi cadela lésbica. Nem gata. Nunca vi gata em ato sexual com outra gata, nem cadela em ato sexual com outra cadela, nem égua em ato sexual com outra égua, enfim, deu para entender. Da mesma forma, já vi uma boa quantidade de especialistas em comportamento animal dizendo que se um animal macho tenta copular com um outro macho, ou ainda com a perna de alguém, ele está, sim, agindo de maneira desviante. E já vi especialistas resolverem o problema com medidas simples. Ora, se os gays usam os animais como exemplo de homossexualismo natural, deveriam aceitar que, se um animal pode ser tratado desse distúrbio de comportamento, os seres humanos também poderiam. Mas, ao contrário dos psicólogos de animais, o psicólogo de gente que propor algo desse tipo certamente terá problemas sérios e poderá até perder o registro profissional. Mas vamos esquecer um pouco os bichos.

Considerando que seja mesmo uma questão natural, ela deveria então ser tão tratável como o Parkinson. Ora, alguém realmente acha que o Estado deveria conceder a guarda de uma criança a quem, sofrendo de Parkinson, se recusasse terminantemente a receber tratamento? Essa pessoa deveria ser presa? Não! Deveria perder o direito de decidir o que fazer com seus bens? Também não! Mas deveria adotar uma criança? Certamente não.

Quem por acaso ler este texto pode argumentar que boa parte das associações de psicologia mundo afora não aceitam mais definir o homossexualismo como um distúrbio. Ora, essas entidades são os principais alvos de movimentos organizados e geralmente optam pelo que é politicamente mais seguro, não pelo que é mais próximo da verdade. Se em algum momento as anoréxicas se reunirem numa organização forte o suficiente para fazer pressão política, as entidades especializadas vão provavelmente retirar a anorexia da lista de distúrbios alimentares. Mas o fato, fato mesmo, é que um homossexual tem uma libido em conflito com seu corpo natural, e negar isso é tapar o sol com a peneira e negligenciar uma questão importante. Sancionar isso oferencendo crianças para pares gays adotarem já é uma irresponsabilidade que envolve a vida de um terceiro.

Sobra nesse assunto um ponto a abordar: independente de ser “orientação” ou “natural”, não há nada que nos impeça de usar em favor da pedofilia os mesmos argumentos que usamos sobre o homossexualismo. Ou seja, um pedófilo é alguém que tem a libido direcionada para o lugar errado, para crianças. Afinal, animais também fazem isso. Estou sugerindo que a pedofilia seja liberada ou que o homossexualismo seja criminalizado? Claro que não! Existe uma diferença óbvia que eu nem preciso explicar, que diz respeito à consensualidade e à capacidade de decidir dos indivíduos envolvidos. Mas nada, nada neste mundo (a não ser a pressão política dos grupos homossexuais), justifica que a OMS, por exemplo, classifique o homossexualismo como algo perfeitamente normal, e a pedofilia como uma “perversão sexual”, como “desordem mental”, desvio e etc. Ora, ambos são casos de desvio da libido; quem tiver olhos, veja… Em termos estritamente científicos — não jurídicos e/ou penais –, o que vale para um, vale também para o outro.

Por último, um lamento. Lamento muito pelos homossexuais. No passado eram oprimidos por não poderem falar sobre o assunto, que era considerado apenas do ponto de vista da moralidade. Hoje, são oprimidos pelos seus próprios pares, são impedidos de pensar com liberdade sobre si mesmos, são duramente censurados se ousam imaginar a busca de um tratamento. Ou seja, são vítimas de si mesmos.

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PS:

Recebo um comentário, entre os muitos que me acusam de idiota, burro, ilógico e etc, onde um certo Diogenes diz que minha lógica só vai até onde convém, pois eu esqueço de que, diferente da bulimia, da anorexia ou do Parkinson, o homossexualismo não é um mal de saúde, não impede uma vida biologicamente sadia. Mesmo ignorando que o tempo todo deixei claro que estava “mal comparando” e não propondo comparações exatas, não posso deixar de chamar atenção para o fato de que uma vida biologicamente sadia não é APENAS o que importa. A cleptomania e a mitomania também não impedem o transcorrer de uma vida biologicamente sadia, nem por isso deixam de ser distúrbios para os quais se busca tratamento psicológico. E veja bem: eu nem propus, em momento algum, que os gays fossem OBRIGADOS a procurar tratamento. Isso nunca se passou pela minha cabeça. Apenas considero arbitrária e sem fundamento algum a patrulha dos movimentos gays sobre quem pretenda propor um tratamento e sobre quem deseja procurá-lo.

Mas o mesmo Diogenes que me acusa de ser lógico só até onde me convém, dá provas cabais de que só sabe ler até onde lhe convém. Ele me garante que sou preconceituoso por sugerir que duplas de homossexuais não são a escolha ideal para garantir uma educação integral para uma criança adotada e, como prova disso, cita trecho de um estudo com crianças adotadas por homossexuais que diz:

“Este grupo de pesquisa, quase uniformemente, relata que não encontra nenhuma diferença notável entre crianças criadas por pais heterossexuais e aquelas criadas por casais homossexuais, e que há evidências que pais homossexuais possuem tanta competência e efetividade quanto pais heterossexuais.”

Mas conclui me ensinando:

“Se você tiver o trabalho de ler e interpretar, a pesquisa mostra que, pelo contrário: filhos de casais homossexuais tendem a ser mais liberais em determinados assuntos que tangenciam tabus da sexualidade e são menos atrelados a normas e padrões sociais (…)”

Ora, mas isso é uma obra-prima do dar razão a quem discorda! Segundo o Diogenes, o mesmo estudo que garante que não há diferença alguma entre crianças criadas por casais hetero ou homossexuais, também conclui que “filhos de casais homossexuais (…) são menos atrelados a normas e padrões sociais”. Obrigado, Diogenes, por sua colaboração! Podemos agora, graças a um estudo científico e acima de suspeitas (segundo você), afirmar que filhos de homossexuais tendem mais à sociopatia, que uma sociedade que permita a adoção de crianças por gays tem um futuro com maior probabilidade de desordem e caos, com cidadãos insubordinados às normas sociais. Por exemplo: não avançar o sinal vermelho é uma norma social. Não dirigir alcoolizado também. Respeitar os mais velhos, os professores, honrar compromissos e etc, são todas normas sociais, as quais, segundo o estudo citado pelo Diogenes, as crianças adotadas por homossexuais são menos atreladas. Aparentemente, eu, que era preconceituoso, agora tenho motivos que nem tinha imaginado para ter razão. Eu tinha apenas questionado a capacidade dos gays de dar educação afetiva e sexual para uma criança adotada. Agora o Diogenes me informa, como quem me questionasse, que há mais razões para se preocupar…

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