Antes de mais nada, seja bem-vindo ao meu blog. Se não me conhece, informo que este não é o meu primeiro. Se me conhece, sabe que provavelmente não será o último. Mudei para cá por alguns motivos. O mais prosaico foi o de tentar desatrelar do Grande Irmão, o big Google, ao menos uma ínfima parte da minha vida virtual. O mais elevado, bem, não chega a existir um mais elevado. Mas desde criança, mesmo antes da Internet, eu já sonhava em ter um blog com nome em latim. Se eu me chamasse Gustavo Corção, Gilbert Keith Chesterton ou Julián Marías talvez até merecesse um site com meu nome no endereço. Como não é esse o caso, achava que essa coisa de meunome.blablabla.sejalaoquefor soava muito exagerado, meio pedante e até narcisista. Mas não me ocorria nenhum nome no idioma da Santa Igreja, de maneira que eu mantinha o antigo por pura falta de opção. Até que, recitando o Credo – o Niceno –, a ficha caiu. “Et ascendit in coelum: sedet ad dexteram Patris.” Juntando as minhas convicções católicas às minhas convicções anti-esquerdistas o nome pareceu perfeito, coisa divina mesmo. E mais: sendo a destra a mão do meu ganha pão, regozijei-me por poder trazer para este espaço também um pouco dessa dimensão da minha vida, como o visitante certamente notará pela divisão dos links na lateral (agora, temporariamente, na parte inferior) do site. Quanto aos links, vale dizer algumas palavras.
Não posso garantir a fidelidade aos ideais direitistas de nenhum dos relacionados sob o epíteto de “de direita”. Se te anima, não posso garantir nem mesmo a minha. Direitista para mim é todo aquele que esculhamba com a esquerda; de preferência com alguma inteligência – como, porém, inteligência e esquerdismo não combinam e a emancipação das inculcações esquerdistas já é meio caminho andado para uma vida inteligente, isso já está implícito. Ortega dizia que “ser da esquerda é, como ser da direita, uma das infinitas maneiras que o homem pode escolher para ser imbecil: ambas, com efeito, são formas da hemiplegia moral.” Diz isso em A Rebelião das Massas, mas num parágrafo que começa com “nem este volume nem eu somos políticos. O assunto de que aqui se fala é prévio à política e pertence a seu subsolo”. Como o meu interesse por política é só um pouco menor que o meu interesse pela helicicultura, tendo a concordar com frase de Ortega no sentido em que ele a empregou. Contudo, muito longe de viver só de política, as esquerdas do mundo sempre se ocuparam de dominar o homem completamente, procurando fustigar a sua sadia individualidade com o chicote do Estado e roubar-lhe a alma. O controle e o poder são os fins máximos das esquerdas. O discurso sobre um mundo melhor é apenas um meio para alcançar esses fins. E nesse sentido, no sentido em que entendo as divergências entre direita e esquerda, Ortega mesmo se torna um ótimo exemplo de direitista. E o mesmo vale para todos os que estão ali na minha listinha, que pretendo aumentar com o tempo. Mas nem só de coisas graves vive o homem, principalmente este que vos fala. Por isso, este blog, se sobreviver, também tratará de amenidades. Seja bem-vindo e volte sempre.
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